COMO TOMAR BOAS DECISÕES? USE A RAZÃO E A EMOÇÃO

Estamos constantemente entre a razão e a emoção. Quer ver como é simples cair neste paradoxo?

Seu horário para levantar da cama é às 06h00, mas você desperta às 05h45. Você pode aproveitar esses 15 minutos para levantar mais cedo, se arrumar, tomar café e chegar com antecedência no local de trabalho. Mas, que tal ficar mais 15 minutos deitado? Talvez até dê tempo de sonhar um pouco mais.

Nesta situação, o que você faria?

Escolher entre comprar uma camisa azul ou verde. Decidir se vai para a esquerda ou direita. Sair do emprego e tentar a vida em outro lugar ou preferir a segurança de um trabalho estável. Essas são algumas das decisões que tomamos no dia a dia.

Mesmo que involuntariamente, estamos constantemente na linha de frente da tomada de decisão.

Algumas são feitas de forma instantânea, quase que “sem pensar”, outras já demandam mais tempo e exigem de nós usar a razão ou a emoção.

E é sobre a relação entre razão e emoção que vamos falar hoje.

Você acredita que é possível tomar decisões apenas com a razão?

Se sua resposta é sim, então, teremos de discordar. Mas, calma, eu explico por quê.

Para compreender porque a razão e a emoção precisão estar juntas, vamos entender como o nosso cérebro processa uma tomada de decisão.

COMO AGIR NA TOMADA DE DECISÃO

 Nosso cérebro é como uma máquina. Mais próxima do funcionamento de um computador. Ele recebe, seleciona e processa as informações, depois as guarda em lugares específicos.

Essas informações nada mais são do que memórias acumuladas a curto, médio e longo prazo.

Quando temos uma decisão a tomar, nosso cérebro puxa a gavetinha e, as vezes, numa fração de segundos, revive todas as emoções e sensações que essa memória traz.

Esta é a conclusão simplificada de uma pesquisa realizada pelo Laboratório de Cold Spring Harbor, nos EUA, e do Laboratório de Sistemas em Neurociência de Lendület, na Hungria.

A partir deste pressuposto, ainda que subjetivo, podemos entender como as emoções e a razão interferem na tomada de decisão.

COMO E QUAIS EMOÇÕES INTERFEREM NAS DECISÕES?

Entre razão e emoção

Como dito anteriormente, as emoções estão inclusas nesse pacote de memórias que guardamos ao longo da vida.

Um sentimento de frustração, mesmo que num passado distante, fica engavetado no seu subconsciente e interfere ativamente em sua decisão. Assim como uma sensação alegre interfere com a mesma intensidade.

Imagine que você é solteiro ou solteira, já teve outros relacionamentos decepcionantes e agora está conhecendo outra pessoa, muito legal, e que se corresponde às suas expectativas.

O relacionamento está indo bem e ficando cada vez mais sério. Mas, em determinado momento, você começa a se questionar se tudo isso está certo, se ele ou ela realmente gosta de você. Começa a pensar se você é ou não digno de amor ou se corresponde as expectativas sentimentais e físicas dele (a).

Enquanto tudo isso acontece na sua cabeça, seu parceiro (a) lhe faz uma pergunta: Você quer se casar comigo?

E então, o que fazer? Diante desse cenário, qual seria a sua decisão?

É ai que a sua razão vai dizer: Não! E a sua emoção vai fazer: Por que, não?

Percebe que, apesar de a razão acreditar que está certa, o seu histórico emocional está ali, te lembrando te influenciando…

COMO A RAZÃO PODE SER USADA NA TOMADA DE DECISÃO?

Não estou querendo ignorar o fato de que a razão precisar estar presente e ter certo controle. A razão é o seu “extinto de sobrevivência” nesse caso.

Nossa razão leva em consideração as consequências de uma decisão precipitada e nos ajuda a não se arriscar demais ou se aventurar sem ter segurança.

Daí vem aquele famoso dilema, como tomar uma decisão apenas razão ou apenas emoção? Ambos estão interligados, ambos funcionam melhor juntos, não precisam se separar, apenas serem usados da forma correta.

AFINAL, COMO EQUILIBRAR A RAZÃO E A EMOÇÃO PARA TOMAR UMA DECISÃO?

Entender como as emoções interferem na nossa decisão é o primeiro passo. Saber como coloca – las em ordem é o segundo.

Nossas emoções, assim como a razão, são geradas por meio de situações boas ou ruins que vivemos.

Cada uma dessas situações carrega um ensinamento. Talvez você não tenha percebido, mas ele está lá.

No nosso exemplo acima, o relacionamento decepcionando não trouxe apenas frustração, trouxe também uma possibilidade de autoavaliação.

A chance de refletir sobre suas atitudes e sobre as atitudes de outra pessoa que te magoaram. Refletir sobre o seu valor, sobre os sonhos que você talvez tenha deixado de lado para seguir o sonho de outra pessoa.

Fazendo uma boa avaliação, é possível enxergar que a razão também terá pitadas de emoção e ambas, juntas, te levaram a melhor tomada de decisão.

Vale lembrar que, nesta reflexão, é preciso também levar em consideração o que a pessoa que talvez tenha te ferido também é humano, com sentimentos, um passado, uma forma de pensar. Não é apenas “maldade”, mas o resultado de emoções mal resolvidas.

Assim como em qualquer situação, é preciso levar em consideração que não vivemos em um mundo perfeito, sem erros e repleto de pessoas que, talvez, não saibam lidar com as decisões de razão e emoção.

Um dos maiores pensadores Brasileiros, Augusto Cury, disse:

“Por detrás de uma pessoa que fere há sempre uma pessoa ferida. Ninguém agride os outros sem primeiro se auto-agredir. Ninguém faz os outros infelizes, se primeiro não for infeliz.”

Este é um assunto muito mais complexo do que é possível explicar em apenas um post, mas, eu tenho o desejo de te ajudar a DAR O PRÓXIMO PASSO. 

ATENÇÃO: As vagas são limitadas!

Te vejo lá! Um beijo no seu coração do jardineiro sonhador.

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