O QUE É TER BOM CASAMENTO PRA VOCÊ?

Hoje vamos contar a história de Suzana, uma professora aposentada que sempre teve uma relação de muito amor com sua irmã.

Ensinamentos familiares

Suzana desde pequena sonhara em seguir os passos de sua mãe (Rosa) e se tornar professora. Todas as suas brincadeiras envolviam atividades relacionadas com a profissão que tanto amava e admirava.

Rosa foi a primeira professora de Suzana, com quem a filha aprendeu o respeito e a atenção com que cuidava no futuro de cada um de seus alunos. Além de professora, Rosa era uma mãe, esposa e dona de casa exemplar. Muito religiosa, ensinou suas filhas – Suzana e Sara – a se comportarem como verdadeiras damas. As filhas foram criadas a fim de terem um bom casamento; podiam até trabalhar, mas a prioridade seria sempre cuidar da casa e da família.

As perdas durante a vida

Quando Suzana completou 16 anos, Rosa faleceu vítima de um câncer. Então, ela passou a cuidar do pai e irmã, que na época estava com apenas 9 anos de idade. Com 18 anos, Suzana se formou em magistério e começou a dar aulas. Seu salário era fundamental para ajudar nas despesas da casa, uma vez que o pai não estava trabalhando. Nesse período, ele andava muito doente e veio a falecer.

Em consequência de todos os fatos, Suzana se viu sozinha na missão de criar sua irmã. A casa em que elas moravam foi a penhora por causa de uma dívida de jogo que o pai tinha e as duas passaram por dificuldades para se sustentar. O padre da cidade, disponibilizou um pequeno quarto que tinha nos fundos da igreja para que as ambas pudessem sobreviver até que Suzana conseguisse um pretendente para ter um bom casamento.

Miguel era um pretendente. Morador da cidade, rapaz jovem, mas com posses de terras herdadas de seu pai. Um fanfarrão que adorava passar as noites em bares e bordéis e que cortejava todas as meninas da cidade. Mas Miguel tinha um apreço especial por Suzana, inclusive já havia pedido sua mão para o pai antes deste morrer. O pai queria que a filha tivesse aceitado, imaginava que seria um bom casamento mas, na época, Suzana o repudiou e não o quis de jeito nenhum. Ela sonhava em encontrar um homem bom e honrado para que juntos viessem a constituir uma família feliz.

Um sacrifício por amor

As duas viviam razoavelmente bem no quarto cedido pela igreja. Com o salário de Suzana dava para pagar a alimentação e as contas básicas, porém, um certo dia, Sara amanheceu muito doente e Suzana ficou desesperada. Sem recursos para leva-la a um hospital da capital, acabou por ceder as investidas de Miguel e aceitou que este as ajudasse.

Miguel pagou todo o tratamento de Sara e Suzana se sentiu na obrigação de retribuir toda a ajuda que Miguel teve para com sua irmã. Pouco tempo depois os dois se casaram e Suzana se esforçou para de fato terem um bom casamento, foi obediente ao marido e à casa como sua mãe lhe ensinou.

Mesmo com o casamento Miguel não mudou seus hábitos e continuava frequentando os lugares de quando era solteiro, arrumando rabos de saia e se metendo em brigas de bar por causa de bebidas e mulheres. Enquanto isso, Suzana se entregava de corpo e alma à sua profissão, pois seu matrimônio estava longe da ideia que tinha de um bom casamento. Ela se sentia aliviada todos os dias quando encontrava com seus alunos e podia viver o conto de fadas que ela mesma produziu em seus pensamentos quando era criança.

Suzana não era feliz no casamento, não era o que ela havia sonhado pra si, não era com quem ela queria passar o resto de seus dias, mas, diante das circunstâncias e de tudo o que lhe acontecera, Suzana ainda era agradecida pela vida ter lhe permitido cuidar de sua irmã e se sentia especial por poder cuidar de seus alunos. Estar com eles a fazia se sentir perto da mãe, o que lhe dava forças para continuar.

Analisando a história de Suzana, possivelmente ela carrega a bagagem do abandono devido a morte dos seus pais, principalmente a da sua mãe que foi muito dolorida. Por causa dessa ferida, o medo da morte e da doença pode ter surgido, e isso foi o bastante para aceitar um casamento com uma pessoa que não tinha sentimentos suficientes para isso.

Observe que a bagagem do abandono carrega normalmente a ferida da perda, que pode acontecer de várias formas. Por exemplo, eu conheço um homem que quando criança, devido à pobreza dos pais, vivia sempre com outros parentes e por causa disso, quando adulto, casou-se teve filhos mas sacrificou sua vida para que seus filhos não passassem pelo mesmo. Esse homem além da bagagem do abandono carregava também a bagagem da humilhação.

Infelizmente todos nós carregamos alguma bagagem emocional, uns até mais de uma, porém o grande problema é quando não sabemos qual bagagem carregamos. Em um dos livros, o renomado autor, Augusto Cury, diz que qualquer experiência que experimentamos nunca mais sai do subconsciente, apenas se acontecer alguma lesão no cérebro.

Assim, uma vez que carregamos alguma ferida, a única maneira de combate-la é minimizando seu efeito.

Mas não vamos colocar nossa energia no medo e sim em algo positivo.

Por isso a nossa proposta é minimizar as emoções do medo maximizando as emoções do amor. Para isso precisamos saber quais são os nossos medos, porque só assim poderá usar a ferramenta para maximizar a emoção do amor. Para te auxiliar na análise de suas próprias emoções baixe GRATUITAMENTE o Diário de Emoções.

Talvez, devido a bagagem que carrega, você não tem vivido a vida que sonha, mas agora você pode começar a mudar essa realidade!

Um bem haja!

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